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Coronavírus: veja as principais perguntas e respostas

O COVID-19 é considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde. Saiba mais sobre a doença que causa febre e sintomas respiratórios

O surto de coronavírus (COVID-19) vem ganhando a primeira página dos jornais diariamente desde o início de 2020. A nova doença, que causa sintomas como febre e dificuldades respiratórias, ameaça principalmente idosos e pessoas com condições de saúde preexistentes.

O coronavírus é considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a instituição, mais de 100 países já registraram casos da doença nos cinco continentes, inclusive o Brasil. Para preservar a saúde e evitar que o vírus continue se espalhando rapidamente, é preciso se manter informado e seguir as recomendações de órgãos oficiais

Separamos, abaixo, as principais perguntas e respostas sobre o coronavírus de acordo com a OMS:

O que é coronavírus?

Coronavírus é o nome dado a uma grande família de vírus que podem causar doenças em seres humanos e animais. Em humanos, os vários tipos de coronavírus provocam infecções respiratórias que vão do resfriado comum a condições mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).

O que é o COVID-19?

O coronavírus descoberto recentemente causa a doença nomeada de COVID-19 pela Organização Mundial da Saúde. O novo agente foi identificado em dezembro de 2019 após casos registrados na China. Ele tem semelhanças genéticas com outros coronavírus, como o causador de doenças como a SARS.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes também podem sentir dores, congestão nasal, coriza, garganta inflamada e diarréia. Os sinais geralmente são leves e começam gradualmente. Em casos graves, o doente pode sentir dificuldades sérias em respirar.

O COVID-19 pode, também, ser assintomático ou causar apenas sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe comum. Mas em casos mais graves, pode ser fatal.

Qual é o período de incubação do vírus?

O chamado  “período de incubação” é o tempo entre a contração do vírus pela organismo e a manifestação dos sintomas. Para o COVID-19, a maioria das estimativas aponta para um período médio de cinco dias, mas que pode se estender até 14 dias.

No entanto, como pesquisas ainda estão sendo feitas para saber mais sobre o vírus, essas estimativas podem ser atualizadas.

Como o vírus é transmitido?

O COVID-19 é transmitido por pessoas que têm o vírus para outras pessoas. A doença pode se disseminar por meio de pequenas gotículas do nariz ou da boca que se espalham quando alguém doente tosse ou exala. Essas gotículas podem pousar em objetos ou superfícies e, quando tocamos neles e em seguida nos olhos, nariz ou boca, podemos contrair a doença. Não se sabe por quanto tempo o vírus pode sobreviver nessas superfícies, mas é possível que o período se estenda de entre algumas horas até vários dias.

A OMS ainda está avaliando pesquisas em andamento sobre as formas de disseminação do vírus.

Devo me preocupar com o coronavírus? (grupos de risco)

A doença causada pelo COVID-19 é geralmente leve, especialmente para crianças e adultos jovens. No entanto, pode causar sintomas mais graves. Cerca de uma a cada cinco pessoas que a contraem precisam de cuidados hospitalares – principalmente os idosos e pessoas com condições de saúde preeexistentes, como diabetes, pressão alta, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares e câncer.  

Portanto, é normal estar preocupado com o surto da doença. O mais importante, contudo, é se manter informado e adotar as recomendações para evitar contrair o vírus.  

Por que idosos são mais suscetíveis?

A principal razão é a imunidade. Os idosos costumam ter o sistema imunológico mais enfraquecido do que pessoas mais novas. Além disso, pulmões e mucosas podem estar mais debilitados, o que os torna mais vulneráveis em casos de doenças virais. Por fim, o idoso costuma visitar hospitais com mais frequência, o que pode torná-lo mais exposto à doença.  

  • Como prevenir a transmissão do coronavírus?
    As recomendações da OMS são as seguintes:
     
  • Lave as mãos com água e sabão regularmente;

  • Limpe regularmente e cuidadosamente as mãos com álcool em gel 70%;

  • Mantenha pelo menos um metro de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando;

  • Evitar tocar seus olhos, nariz e boca;

  • Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória, como cobrir a boca e o nariz com o cotovelo ou lenço descartável ao tossir ou espirar. Em seguida, descarte o tecido ou lenço usado imediatamente;

  • Fique em casa se não se sentir bem;

  • Se você tiver febre, tosse ou dificuldade em respirar, procure atendimento médico de acordo com as instruções da autoridades sanitárias locais;

  • Mantenha-se atualizado sobre os pontos mais recentes de contaminação do coronavírus. Se possível, evite viajar para locais onde a doença foi identificada.

Como funciona o tratamento do coronavírus?

Não há um tratamento específico para prevenir ou tratar o coronavírus. No entanto, as pessoas afetadas devem receber cuidados para aliviar os sintomas, recomendados pelo médico. Pacientes em condições graves devem ser hospitalizadas.

Antibióticos podem ser usados para tratar o coronavírus?

Não, antibióticos são usados apenas para tratar doenças causadas por bactérias, e não por vírus.  

Há uma vacina que previna contra o coronavírus?

Ainda não. Mas pesquisas estão sendo feitas para desenvolver uma vacina eficaz contra a doença.

Animais podem transmitir coronavírus para humanos?

Ainda não foi provado que animais podem transmitir o coronavírus para humanos. Mas, para se proteger, ao visitar mercados de animais vivos, evite o contato direto com eles. Além disso, garanta sempre boas práticas de segurança alimentar. Manuseie carne crua, leite ou órgãos de animais com cuidado para evitar a contaminação.

Por outro lado, não há evidências de que animais de estimação, como cães e gatos, transmitam o vírus para seres humanos. Portanto, fique tranquilo, você não precisa se desfazer do seu companheiro canino ou felino.

Devo utilizar uma máscara para me proteger?  

Você só deve usar uma máscara para se proteger contra o coronavírus caso esteja cuidando de alguém que possui a doença. Além disso, se você foi diagnosticado com o COVID-19 ou está apresentando os sintomas da doença, use a máscara na presença de outras pessoas ou quando sair de casa.

Por que devo me preocupar com a minha imunidade? 

Quando estamos com a imunidade baixa, ficamos mais suscetíveis a contrair infecções
bacterianas e virais, como o COVID-19. Além disso, nosso corpo pode estar menos
preparado para lutar contra a doença. Portanto, é preciso tomar medidas para cuidar
bem da imunidade. A principal delas é ter uma boa alimentação.
De acordo com o Ministério da Saúde, o que comemos reflete em nossa imunidade,
diminui as chances de ficarmos doentes e ajuda a recuperação. Isso porque uma série
de reações químicas feitas pelo sistema imunológico dependem de minerais, vitaminas
e aminoácidos específicos.
Uma dieta pobre, pouco variada, pode não oferecer os nutrientes necessários para que
as células do nosso corpo trabalhem com eficiência e protejam nosso organismo. Assim,
quando o estado nutricional está debilitado, há um prejuízo para a resposta imunológica,
deixando o corpo mais vulnerável. Alerta vermelho, então, para a contração de viroses,
como o coronavírus.
Também de acordo com o Ministério da Saúde, alimentos de origem vegetal costumam
ser boas fontes de fibras e de vários nutrientes. Já os de origem animal fornecem
proteínas, vitaminas e minerais que necessitamos. Vários tipos de grãos, castanhas,
raízes, tubérculos, farinhas, legumes, verduras e castanhas devem fazer parte de uma
alimentação balanceada, em detrimento dos alimentos gordurosos, industrializados e
frituras.

Qual a função das proteínas na construção da imunidade? 

A proteína, quando ingerida e digerida pelo organismo, é transformada em aminoácido. Eles são absorvidos pelo corpo e fazem parte da formação das células de defesa do corpo, são os “soldados” que atacam infecções e formam anticorpos. Além de formar células de defesa no corpo todo, a proteína ainda ajuda a compor músculos e a estimular o desenvolvimento das células do sistema nervoso central. Portanto, preste atenção à sua dieta. Alimentos como carne de frango, salmão, derivados do leite, soja, trigo, quinoa, feijão e ervilhas são ricos no nutriente.

O uso de suplementos nutricionais apoia a imunidade?

Suplementos nutricionais são utilizados quando não obtemos por meio da alimentação os suplementos necessários para o dia a dia. Desta forma, contribuem para fornecer as quantidades adequadas de calorias, proteínas, macronutrientes e líquidos, que auxiliam na manutenção ou na melhora do estado nutricional.

De acordo com a Espen (Sociedade Europeia de Nutrição e Metabolismo), a suplementação nutricional torna-se ferramenta importante para indivíduos em risco nutricional ou desnutrição.
 

Referências:

World Health Organization. Q&A on Coronaviruses (COVID-19).

World Health Organization. Coronavirus disease 2019 (COVID)19). Situation report - 48.

Medical Nutrition International Industry. Intervenção Nutricional no Combate à Malnutrição.  

Ministério da Saúde. Alimentação adequada e saudável aumenta a imunidade e pode prevenir doenças

Sociedade Brasileira de Infectologia. Informe da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) sobre o novo coronavírus.

Coronavirus: por que a incidencia e a letalidade sao maiores entre idosos?

O COVID-19 causa sintomas leves em 80% dos casos, mas entre grupos de risco, as consequências podem ser graves e fatais

Proteger os idosos é uma das principais preocupações durante a pandemia de COVID-19. O novo coronavírus pode infectar qualquer pessoa e está se espalhando rapidamente por todo o planeta. Mas os riscos não são os mesmos para todos: idosos e indivíduos com condições de saúde preexistentes são os principais afetados pela consequências graves da doença. 

Em muitos casos, esses grupos precisam de cuidados intensivos e a doença pode ser fatal. O primeiro relatório sobre o coronavírus, feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, mostrou que dos 72.314 casos registrados até a data de publicação do estudo, foram registrados 1.023 óbitos – o que equivale a uma taxa de mortalidade de 2,3%.

A doença não provocou nenhuma morte entre crianças até nove anos e, entre as pessoas na faixa etária dos 10 aos 39 anos, a taxa de mortalidade foi de apenas 0,2%. Por outro lado, a partir dos 60 anos, a porcentagem de óbitos começa a aumentar.

Na faixa etária dos 60 a 69 anos, a taxa é de para 3,6%, subindo para 8% entre as pessoas de 70 a 79 anos. Para os idosos de 80 anos ou mais, a porcentagem é de 14,8%. 

O World Economic Forum (WEF) também aponta que a taxa de mortalidade pelo coronavírus entre idosos acima dos 80 anos é de quase 15%. A organização considera que pessoas acima de 60 anos são as mais vulneráveis. Mas o que muda a partir dessa idade?

Razões físicas e sociais explicam o fato, como explicamos abaixo: 

Sistema imunológico fragilizado e doenças crônicas: os grandes vilões

Os idosos têm sistema imunológico mais fragilizado do que as pessoas mais novas e, portanto, são mais vulneráveis a doenças infecciosas, como o coronavírus. 

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Alergia e Imunopatologia explica que a deterioração do sistema imunológico entre os mais velhos é explicada por um fenômeno chamado imunossenescência. Ele consiste em um estado de função imunológica desregulada, o que contribui para o aumento da suscetibilidade a infecções e doenças autoimunes, além da redução da resposta a vacinas. 

O artigo também destaca que a capacidade de renovação das células do sistema imunológico diminui com a idade. O envelhecimento provoca, ainda, reduções do número de células fabricadas pela medula óssea que são responsáveis por proteger o organismo, como 

O resultado é um estado inflamatório crônico e descontrolado do organismo, o que prejudica a capacidade de responder de forma eficiente a uma infecção viral ou bacteriana. O estado inflamatório pode, ainda, gerar uma proliferação de bactérias no pulmão, provocando dificuldades respiratórias.

Soma-se a isso o fato de os idosos terem mais chances de apresentar doenças crônicas, como as cardíacas, renais ou diabetes, o que enfraquece a capacidade do corpo de combater infecções.

Por fim, devido ao estado de saúde mais fragilizado, pessoas mais velhas tendem a visitar clínicas e hospitais com frequência, onde podem haver pacientes infectados pelo COVID-19. 

As condições sociais dos idosos 

 

Quanto às razões sociais que fazem dos idosos as vítimas preferenciais do coronavírus, o WEF aponta que, em muitos países, é mais provável que idosos vivam em casas de repouso, locais onde há maior risco de infecção.  

 

Quando vivem sozinhos, estão em risco de enfrentar desafios relacionados ao isolamento ou pouca mobilidade. Por estarem isolados, podem obter pouca informação sobre como prevenir a doença ou sobre o que fazer em caso de quarentena.  

 

Para completar o cenário, em muitos países, idosos sobrevivem a partir de uma aposentadoria insuficiente, o que torna mais difícil a compra de alimentos saudáveis, medicamentos e outros mantimentos para cuidarem da saúde.  

 

 

Como cuidar dos mais velhos

Idosos precisam seguir as mesmas recomendações que os demais, como lavar as mãos com água e sabão com frequência, usar álcool gel 70% e evitar aglomerações. Os conselhos são os mesmos para todos, mas como os mais velhos são um grupo vulnerável, as atenções devem ser redobradas.

O World Economic Forum dá algumas dicas aos idosos:

Praticar o distanciamento social, evitando receber visitantes a menos que seja absolutamente necessário. Se precisar de ajudar com as compras do mês, por exemplo, é melhor contar com a ajuda de alguém saudável e de preferência sem filhos, pois pais de crianças podem ser portadores assintomáticos da doença.

Sair de casa quando for absolutamente necessário. Se necessário, pedir ajuda aos vizinhos para que reabasteçam a dispensa e comprem os medicamentos dos quais necessita.

Se precisar sair, evitar aglomerações, não apertar as mãos ou abraçar outras pessoas. Manter uma distância de pelo menos um metro e meio de outros indivíduos e lavar as mãos quando voltar para casa. 

Mas, se você não é idoso e quer protegê-los, evite contato próximo com eles sempre que possível. Afinal, mesmo sem sintomas, é possível ser portador da doença e transmiti-la para grupos de risco.

Além disso, encontre meios de manter os mais velhos informados sobre as formas de prevenção e cheque regularmente se estão doentes. Se necessário, crie mecanismos para garantir que eles tenham acesso a tudo o que precisam, como frutas, legumes e medicamentos. Por fim, o idoso também precisa saber o que fazer quando apresentar algum sintoma. 

Informação e prevenção são as palavras-chaves para enfrentar a pandemia do coronavírus! 

Referências: 

Rosana C. Agondi, Luiz V. Rizzo, Jorge Kalil et al. Imunossenescência. 0103-2259/12/35-05/169 Rev. bras. alerg. imunopatol. 2012.

Imunidade e coronavirus por que a alimentacao saudavel e importante durante uma pandemia

Imunidade e coronavírus: por que a alimentação saudável é importante durante uma pandemia

A dieta saudável e balanceada fortalece o sistema imunológico, reduzindo os riscos de contrair infecções virais e fortalecendo o corpo para lutar contra doenças

O sistema imune, formado por anticorpos, glóbulos brancos e outros componentes, protege o corpo contra infecções como o novo coronavírus (COVID-19). A doença, que causa sintomas como febre e dificuldades respiratórias, tornou-se uma pandemia global de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quando a imunidade está baixa, nosso organismo fica mais vulnerável a infecções e tem dificuldades para se recuperar durante um quadro de doenças como o coronavírus. Certos tipos de câncer, assim como o HIV e condições como a hepatite, contribuem para o enfraquecimento do sistema imunológico.

Idosos também costumam ter imunidade reduzida em relação aos mais jovens. Por isso, o coronavírus traz mais riscos para os mais velhos e pessoas com doenças preexistentes.

Sistema imune e alimentação

Mas você sabia que a alimentação está diretamente relacionada à imunidade? O que comemos reflete em nossa imunidade: diminui ou aumenta as chances de ficarmos doentes e pode nos ajudar ou atrapalhar a nossa recuperação de algum problema.

Isso acontece porque uma série de reações químicas realizadas pelo sistema imunológico dependem de minerais, vitaminas e aminoácidos específicos.

O Ministério da Saúde afirma que alimentos de origem vegetal costumam ser boas fontes de fibras e de vários nutrientes. Já os de origem animal fornecem proteínas, vitaminas e minerais.

Por outro lado, uma dieta pouco variada pode não oferecer os nutrientes necessários para que as células do nosso corpo trabalhem com eficiência e protejam nosso organismo. Assim, quando o estado nutricional está debilitado, há um prejuízo para a resposta imunológica, deixando o corpo mais vulnerável. Alerta vermelho, então, para a contração de viroses, como o coronavírus.

E é importante dizer: a alimentação inadequada está relacionada à piora da imunidade em poucos dias. Não adianta ter um histórico de comer bem e achar que está tudo resolvido. Comer de forma adequada deve ser um compromisso permanente para manter um bom  estado nutricional.

Quando os suplementos são aliados da imunidade

Os suplementos nutricionais são utilizados quando não obtemos por meio da alimentação os nutrientes necessários para o dia a dia. Desta forma, eles contribuem para fornecer as quantidades adequadas de calorias, proteínas, micronutrientes e líquidos, que auxiliam na manutenção ou na melhora do estado nutricional.

De acordo com a ESPEN (Sociedade Europeia de Nutrição e Metabolismo), a suplementação nutricional torna-se ferramenta importante para indivíduos em risco nutricional ou desnutrição. 

Essas pessoas apresentam essa condição seja pela ingestão alimentar inadequada; pela presença de doenças (ex: infecções, câncer, doenças gastrointestinais, incluindo síndromes malabsorptivas); ou, em grupos específicos, como no caso de idosos. No processo natural de envelhecimento, os idosos podem apresentar falta de apetite ou dificuldades alimentares, o que os torna mais  vulneráveis a adquirir doenças.

O profissional de saúde deverá fazer uma avaliação do estado nutricional, da saúde e dos hábitos para entender se o uso de um suplemento é necessário para apoiar o seu sistema imunológico. Não deixe de prestar atenção à qualidade da sua alimentação imunidade e procure ajuda se necessário. 

Os sinais do sistema imunológico enfraquecido

Mas quais são os principais sintomas de imunidade baixa? Veja a lista abaixo, de acordo com o sistema de saúde da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos:

Seus níveis de estresse elevado

Ficar doente após o término de um grande projeto no trabalho ou durante uma crise no seu relacionamento não é coincidência. Os altos níveis de estresse reduzem a quantidade de linfócitos no corpo, as células que ajudam a combater infecções. Quanto menor o nível de linfócitos, mais vulnerável o corpo fica.

Você está sempre gripado

Duas ou três gripes por ano são perfeitamente normais, mas se você praticamente emenda uma na outra, a sua imunidade pode estar baixa. Ficar gripado por um longo período de tempo também pode indicar problemas no sistema imunológico.

Você tem dores de barriga constantes

Se você tem frequentes diarreias, gases ou constipação, também é sinal vermelho para imunidade. Isso porque quase 70% do seu sistema imunológico está concentrado no seu trato digestivo.

As suas feridas demoram para ser curadas

Quando nos machucamos, o sistema imunológico entra em ação para curar a ferida. Quando esse processo demora mais tempo do que o normal, a imunidade pode estar prejudicada.

Você tem infecções frequentes

Infecções de ouvido constantes, apresentar pneumonia mais de uma vez ao ano, sofrer de sinusite crônica e precisar tomar antibióticos diversas vezes ao ano são sinais de imunidade baixa.

Você se sente cansado o tempo todo

Se você está dormindo o suficiente e ainda assim sofre com a exaustão, pode ser que o seu sistema imune esteja enfraquecido. Isso ocorre porque o corpo pode estar tentando preservar energia para combater possíveis infecções.

Cuidar bem da imunidade e, portanto, da alimentação, é fundamental sempre -- mas principalmente durante uma pandemia como a do coronavírus. Portanto, presente atenção ao que você coloca no prato e tome os cuidados necessários para um sistema imunológico de ferro.

Referências

BRASPEN. Diretriz Braspen de terapia nutricional no envelhecimento. 2019

Bischoff SC. et al. ESPEN guideline on home enteral nutrition. Clinical Nutrition 39 (2020) 5e22

Harvard Health Publishing: How to boost your immune system

Health Direct - Governo da Austrália: Can you boost your immune system against the coronavirus (COVID-19)?

Penn Medicine - University of Pennsylvania: 6 Signs you have a weakened immune system

Ministério da Saúde: Alimentação adequada e saudável aumenta a imunidade e pode prevenir doenças

 

 

 

Dicas de prevencao contra o coronavirus para os maiores de 60 anos

Adultos com mais de 60 anos devem tomar medidas de precaução extras, pois são o principal grupo de risco 

O coronavírus pode não representar uma grande ameaça para quem é jovem e tem boa saúde. Mas idosos, principalmente os que possuem doenças crônicas, podem sofrer as consequências graves da doença. 

Cerca de uma a cada cinco pessoas que contraem o COVID-19 precisam de cuidados hospitalares, sobretudo integrantes dos grupos de risco, como os adultos mais velhos. A partir dos 60 anos, a porcentagem de óbitos causados pelo coronavírus aumenta. Na faixa etária dos 60 a 69 anos, a taxa é de para 3,6%, subindo para 8% entre as pessoas de 70 a 79 anos. Para os idosos de 80 anos ou mais, a porcentagem é de 14,8%. 

Sistema imunológico fragilizado, maior incidência de doenças cardíacas, pulmonares, renais e diabetes e até mesmo o contexto social são fatores que explicam por que idosos são grupo de risco. Veja detalhes neste texto. (linkar texto “Coronavírus: por que a incidência e letalidade são maiores entre idosos?”)

Portanto, é preciso tomar precauções para proteger nossos pais e avós da infecção pelo coronavírus. Idosos também devem estar bem informados e saber o que fazer para evitar a contaminação. Saiba mais:

 

Como idosos devem se proteger do coronavírus

Assim como qualquer outra pessoa, o idoso deve seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outras fontes oficiais para evitar a contaminação. Entre elas, é preciso:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool 70%
  • Manter pelo menos um metro de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando;
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca;
  • Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória, como cobrir a boca e o nariz com o cotovelo ou lenço descartável ao tossir ou espirar. Em seguida, descarte o tecido ou lenço usado imediatamente;
  • Ficar em casa se não estiver se sentindo bem;
  • Se tiver febre, tosse ou dificuldade em respirar, procurar atendimento médico de acordo com as instruções da autoridades sanitárias locais;
  • Manter-se atualizado sobre os pontos mais recentes de contaminação do coronavírus e evitar viajar para locais onde a doença foi identificada.

Veja aqui as ações detalhadas para evitar a contaminação pelo coronavírus. (linkar texto “9 dicas para se proteger contra o coronavírus”). Mas, além das medidas de praxe, idosos devem tomar outras atitudes, considerando seu estado de saúde e condições de vida. São elas:

 

1 - Mantenha-se bem informado e tome cuidado com fake news

Mantenha-se informado sobre as principais recomendações e notícias. Se você tem dificuldades para acessar a internet, peça que um amigo ou familiar o mantenha atualizado.  

Além disso, tome cuidado com notícias falsas que você pode receber pelas redes sociais. Prefira fontes oficiais e, se duvidar de uma informação, peça ajuda de outras pessoas para checá-la. 

2 - Cancele viagens e visitas que não sejam indispensáveis


Mesmo que você esteja morrendo de saudade dos seus netinhos, evite visitá-los. Crianças frequentam creches e escolas e portanto ficam em contato com pessoas contaminadas diariamente. Também pode ser aconselhável cancelar viagens e outras visitas que não sejam indispensáveis, evitando assim aglomerações e meios de transporte.


3. Pare de frequentar cerimônias religiosas

No Brasil, as pessoas com mais de 60 anos correspondem a boa parte do público das cerimônias religiosos mais comuns, como missas e cultos. É um ambiente muito propício para propagação do vírus. Nesse momento, portanto, o indicado é exercitar a fé dentro de casa, com leituras ou assistindo a cultos/missas pela internet ou TV.


4 - Peça ajuda para fazer compras  


Frequentar mercados, farmácias e transportes públicos favorece o contato com outras pessoas que possam estar contaminadas. Chegou a hora de contar com a ajuda de pessoas mais jovens e em boa saúde sempre que possível. Elas poderão ajudar a fazer as compras de alimentos, remédios e tudo o que for necessário, assim como pagar contas.


5 - Pondere sobre consultas médicas não essenciais

O seu médico pode aconselhar o cancelamento de uma visita que não seja essencial, principalmente durante o pico da pandemia. O objetivo é evitar que você entre em contato com pessoas potencialmente infectadas pelo COVID-19. Mas atenção: não anule nenhum compromisso de saúde sem a recomendação expressa do profissional de saúde responsável. 

6 - Não se isole


Isolar-se pode ter consequências para a saúde mental, deixando-o deprimido. Portanto, não corte o contato com amigos e familiares. Continue levando uma vida normal, mas na medida do possível, prestando atenção às medidas que devem ser seguidas. Em tempos de pandemia, o apoio mútuo é muito importante.

Encontre, também, formas de se manter ativo e de ocupar a cabeça. Invista em hobbies e veja quais atividades não trazem riscos, como caminhar em um parque em horários mais tranquilos.


O que amigos e familiares podem fazer
Amigos e familiares devem prestar apoio e manter o idoso informado. Caso ele precise se isolar em casa, é preciso ter uma estratégia para que ele tenha acesso aos suprimentos que necessita, como alimentos saudáveis, produtos de higiene básica e medicamentos.  


Se o idoso conta com a ajuda de um cuidador, vale considerar a possibilidade do profissional ficar doente ou decidir deixar de trabalhar por um período. É preciso, portanto, ter um  plano B. Pode ser que alguém da família precise se ocupar dos cuidados.
 

Por fim, é preciso manter o contato, mesmo que não seja físico. Não deixe que idosos enfrentem esse período se sentindo solitários.

 

Referências:

Centers for Disease Control and Prevention. If You Are at Higher Risk.

World Economic Forum: An expert explains: how to help older people through the COVID-19 pandemic


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